"As piras de Angel..."

Dedico este blog ao Amor e às incógnitas da vida, responsáveis pelos mais belos insights. Caminhando rumo à evolução do corpo, da mente e da alma, eternamente...

"Espíritos fortalecidos de paz deixavam de chorar, neste tempo, grandes energias passeavam aos corações. Fomos lançados ao infinito..."

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Conexão de almas



Aqui estou eu à luz da lua, das nuvens por ela iluminadas, das estrelas, da brisa fresca da noite, da vela acesa iluminando minhas plantinhas ao meu lado.
Escuto o silêncio da noite... o som dos grilos e cigarras.
A lua cheia está bem à minha frente. E um pensamento que vem me acompanhando. Na verdade desde sempre, mas agora muito mais forte.
Quero registrar aqui no meu cantinho virtual.
É algo íntimo, profundo.

O transcender de uma relação íntima entre um homem e uma mulher.
A pureza desse encontro em sem nível mais alto.

Algo que pode parecer longe da realidade, mas que sinto que exista.
Não falo de parceria de vida, aqui estou falando de uma profunda conexão espiritual que acaba por elevar a alma em um momento de contato íntimo, não apenas corporal, embora o corpo faça parte importante.

Transcender o corpo, elevando a alma.

Sempre falei disso aqui no blog, nunca foi novidade pra ninguém, mas a grande questão agora é se homens podem sentir dessa forma, essa transcendência toda num momento íntimo.
Isso tudo se passa pela minha cabeça, mas eu sou mulher.
Homens acabam sendo mais sexuais nesses momento (não que muitas mulheres não sejam), mas falo pela maioria, talvez pela essência masculina, não sei.

Essa coisa toda pode parecer bobagem para alguns, afinal, não há problema em se ter relação sexual com alguém que se ama e se é fiel, mas é justamente esse o X da questão.

Falo de algo além do amor.
Conexão do corpo, conexão de almas.
Pureza.

É preciso muito mais do que apenas saciar um desejo carnal, mesmo que seja com quem se ama. 
É preciso chegar aos Céus juntos, abraçar as estrelas, tocar o infinito e elevar a alma.


domingo, 10 de novembro de 2024

Na presença de Deus

O sonho de hoje merece um post aqui no blog, me emociono em lembrar das sensações.

Era uma festa em uma casa, com pessoas desconhecidas. Era algo parecido com o Carnaval, porém sem alegorias e fantasias. Todos estavam felizes.

Em uma das salas haviam algumas poltronas uma ao lado da outra com pessoas em cada uma delas como se estivessem em um laboratório fazendo alguma coisa, eu era uma delas.
Em quanto um grupo de pessoas das poltronas de um lado da sala festejavam, eu e mais umas 5 pessoas desconhecidas do outro lado começamos a rezar a oração Ave Maria por repetidas vezes. As outras pessoas riram, não por maldade mas talvez por ignorância.
Aquela festa não era algo ruim, muito menos aqueles desconhecidos, embora mais superficiais talvez. 
Até então era um sonho normal como qualquer outro. 

Na sequência vem a parte intensa e surreal que não foi apenas como um sonho.

Eu saí da poltrona e fui até o quintal da casa, estava de noite e uma brisa agradável que foi se intensificando como um vento mais forte enquanto eu caminhava até o fundo do quintal.

Em um chão de areia macia eu me ajoelhei e olhei pro alto do céu. Então algumas nuvens se abriram em cima de mim, o vento ficou bem forte, mas não era ruim, e apareceram as estrelas lá em cima, muito a cima daquelas nuvens, as estrelas iluminavam muito forte e haviam muito no alto uns objetos coloridos de luzes, como naves de formatos diferentes, estavam tão distantes no alto do céu que pareciam pequenas. 
Era como se eu estivesse na presença de Deus, isso estava muito claro, e quanto mais me entregava naquele momento, mais intenso tudo ficava, até que num momento forte de entrega minhas mãos começaram a se desintegrar como se fossem se dissipar no vento. Em um pequeno susto em ver aquilo deixei por instantes de me entregar e então ja voltei ao normal.

Era tudo muito intenso e bem no alto do céu mesmo, eu tinha que olhar bem pra cima na vertical e não mais baixo como no horizonte.

As estrelas brilhando no alto do céu.
O vento bem forte mas agradável, não era gelado, era como um vento de verão.
Era como se eu estivesse na presença de Deus. Mais ainda, como se ele estivesse em mim.
Depois não me lembro nada mais.

Não tinha um rosto, mas tinha uma consciência inexplicável, uma presença infinita e um amor arrebatador.

domingo, 21 de janeiro de 2024

Paraíso...

Fala- se tanto no Céu, o Paraíso... aquele lugar para onde vão as boas almas após a morte do corpo físico.

Acredito neste lugar, até porque já senti por raras vezes a presença de seres muito puros e evoluídos  num lugar distante, mas em sintonia comigo nestes raros momentos.

Esse Paraíso pode ser um lugar, ou um tempo diferente do nosso, mas também pode estar presente de outra forma no nosso coração.

E é desta outra forma de Paraíso que venho refletir hoje. O Paraíso do coração.

Sempre pensei isso, desde que me tornei mãe.


Ver meu filhinho dormindo lado a lado... aquele rostinho, aquele cheirinho dele, o toque daquele corpinho, da bochecha, dos cabelinhos, é uma cena que já me transportou para um verdadeiro Paraíso. Um paraíso de sentimentos. Dos mais puros.

Minha filha me olha nos olhos e diz: "mamãe, eu te amo, você vai viver para sempre". O Paraíso.

Eu os "amasso" na cama ouvindo gargalhadas. O Paraíso.

Eles correndo felizes pelo jardim. O Paraíso.

O abraço apertado da minha filha. O Paraíso.

Não falo apenas de bons e felizes momentos, esses há outros mais. Mas falo de um sentimento súbito de um amor inexplicável, de uma contemplação que tranborda a alma a ponto de nada mais poder ser tão belo... e isso seria o Paraíso, um encontro com Deus, um encontro com tudo e com nada ao mesmo tempo.

Sou uma mãe que ama ser mãe, eu não preferiria outra vida... dou tudo por meus filhos e sou dessas que não os larga, eles são meus parceiros em tudo, assim como eu fui da minha mãe.

Eu quero acordá-los com beijos e amassos.

Quero eu mesma preparar o café da manhã. A primeira frase do meu filho de todo dia é "mamãe, corta melão e mamão".

Eu quero dar o banho... esfregar a espuma nos cabelinhos ouvindo as histórias deles e os vendo brincar (ou brigar).

Quero impor limites, falar firme, segurar a mão quando necessário, fazê-los entender a importância de arrumar as camas ou tirar o prato depois das refeições. 

Não dá-los tudo o que querem. Eles não precisam ter ou acumular tantas coisas.

Sei que eles precisam de mim sempre, mas eu preciso deles da mesma forma, preciso amá-los. Sou mãe. E o papel da mãe é cuidar, zelar, educar, amar. Serão poucos anos até suas asas abrirem aos poucos. É um tempo que não voltará.

Mas agora voltando ao paraíso...

Sei que Deus e os anjos estão presentes além da matéria, além de todo esse mundo orgânico e material, sei que temos que valorizar a alma e abandonar os desejos primitivos e prazeres mundanos, mas o paraíso ao qual me referi aqui é sobre muito mais do que apenas um prazer proporcionado pela matéria, mas sim de uma dimensão de beleza que a própria matéria, através dos nossos sentidos, pode fazer nossa alma experimentar... e nos transportar para junto de Deus.


domingo, 26 de fevereiro de 2023

Aquele anjo...

Eu estava deitada na minha cama com meu bebe ao lado, mas era um quarto com detalhes um pouco diferentes mas era o meu quarto.




Em uma estante ao lado haviam dois enfeites de anjo, um ao lado do outro, eram anjinhos em forma e com carinha de bebê. 

Deitada, abri os olhos, olhei para a estante e vi o anjinho menor (talvez de uns 30 cm de altura) e todo prateado, ele caiu no meu colo na cama, o segurei e então já coloquei ele ao meu lado, um momento do sonho que não lembro muito dos detalhes desse anjinho e não tive muita interação com ele.

Olhei para a estante novamente e de repente como que num passe de mágica, o segundo anjo (um pouco mais alto e maior que o primeiro) foi ganhando uma luz amarela e opaca, a mesma luz que surgiu em raros sonhos muito reais que tinham alguma mensagem divina.

Aquele que era um enfeite de anjo começou a se mexer, com uma mistura de dourado, perolado e banhado por aquela luz que não era reluzente, mas sim opaca iluminando apenas o anjinho.

Por um momento me assutei pois não acreditava que eu presenciava aquele enfeite ganhar vida, mas procurei manter a calma e observar. Lembro perfeitamente dos detalhes dos movimentos do corpinho dele se mexendo como que em uma animação, mas impossível colocar em palavras o que vi.

Com seus movimentos ele acabou caindo da estante no meu colo (era justamente a intenção dele), assim como o primeiro anjo. E então eu o segurei com as mãos frente a frente, rosto com rosto, bem próximo, pois eu ainda estava deitada de barriga pra cima.

Por fração de segundos ele me olhou sereno, em seguida virou devagar o rostinho para o seu lado direito com direção para cima. Então pude ouvir sua pequena voz que disse: "Pai". E voltou o rosto para mim, concluindo seu objetivo. 

Seu rosto se proximou ainda mais do meu, senti uma mistura de medo do desconhecido afinal era um enfeite que ganhava vida nas minhas mãos indo se aproximando do meu rosto prestes a me tocar, mas como senti algo bom, mesmo com certo receio tentei deixar meu medo de lado e me permiti que ele se aproximasse ainda mais do meu rosto. Ele então deu um beijo na minha bochecha direita, um beijinho suave, breve, pequeno e imenso ao mesmo tempo. Um carinho. Então tudo desapareceu, acordei, mas dentro de um outro sonho, até de fato acordar e me lembrar de tudo.

Foi nesta semana, na noite do dia 20 para o dia 21 de fevereiro, um sonho especial, na verdade posso dizer com certeza que foi um encontro em forma de sonho, e não apenas um sonho.

Na internet consegui algo mais próximo da imagem daquele anjo, mas não se compara ao que realmente vi naquele breve encontro de um ser que talvez queria "apenas" me mostrar a presença de Deus e me fazer sentir ainda mais amada. 

domingo, 2 de outubro de 2022

Um pouco de mim...


Lá se foi o mês de setembro... o meu mês e dos meus filhos!

Com ele ficou um pouco de mim aqui dentro... do que fui e do que sou.

Daquela menininha linda que amava conversar com as plantas e com as árvores... que ficava horas andando pra lá e pra cá inventando e cantando músicas. Que amava olhar pro céu ver as estrelas e os planetas no telescópio.
Que amava filosofar... desde cedo ficava parada olhando pro nada pensando na vida.
Me lembro de noites nas férias em que eu e minha prima filosofávamos cada uma já deitada em sua cama no quarto escuro... nós duas buscando respostas da vida... eu tinha 11 anos.

Tinha medo do escuro... as vezes ouvia barulhos, outras até sentia coisas ruins sem enxergar nada.
Amava o mar... mas tinha um medo inexplicável de tsunamis, e ate hoje me da uma coisa ruim de imaginar uma onda gigante.
Amava mergulhar... é preciso mergulhar a cabeça para sentir o molhado das águas... e até hoje sou assim.
Questionava a vida... Deus... a morte... vida inteligente fora da Terra. Buscava respostas no sol, na lua, nos átomos... no meu coração.
Era intensa.
Buscava a transcendência do Ser... do amor.

Me sentia mal quando alguém no colegio tirava sarro de algum outro colega... era como se eu sentisse a dor do outro e aquilo me fazia mal.
Fora de casa era muito tímida... tinha vergonha de falar uma palavra, mas eu nao queria ser daquele jeito, eu queria falar mais e ser mais expansiva... sentia que precisava disso, mas minha timidez nao permitia.
Nas festinhas americanas do colégio eu tinha vergonha de dançar com algum menino e recusava o convite... eu queria dançar... mas tinha vergonha.

Hoje essa menininha se tornou eu mesma... 

Na adolescência sempre tive mais amizades com homens do que com mulheres. Os homens eram mais práticos, as mulheres falavam o tempo todo mal de alguém, era muito ruim, sentia que meu lugar não era ali.
Quando minha amizade com os homens começou, passei a me sentir mais em casa, era tudo mais leve... era falar de música, de pensamentos ou dar muita risada com besteiras da vida. Com as mulheres eram muitas críticas e julgamentos, coisa que eu nunca me senti a vontade em fazer.
Passei por um momento de depressão e foi quando conheci a dança do ventre... que mudança interior!
Quando menos percebi, aquela timidez toda foi embora dando lugar a Angelica como ela realmente era. Impressionante o quanto uma dança feminina pode mudar sua percepção de mundo e de si. Passei a ter autoconfiança, isso foi o que mais mudou. Até minhas colegas de dança eram mulheres diferentes... não era aquela coisa só de falar mal e julgar... eram mais livres, era tão bom a companhia delas!

Desde então consegui expressar meus sentimentos, minhas vontades, meus desejos... mas também a freá-los quando era necessário. 

Sempre sentia que tinha alguém especial pra mim no futuro, de um jeito diferente. Sempre gostei do romance... de flores, de abrir a porta do carro... essas coisas que parecem bobas mas que tornam tudo tão mais leve, mais gostoso, mais colorido.

Um belo dia vi um vídeo na internet sobre os bastidores de um matadouro. Fiquei paralizada olhando a tela do computador, chorei e algo mudou muito dentro de mim. Naquele mesmo dia saí do trabalho pra almoçar e quando vi um pedaço de frango no buffet não consegui comer. Faz 10 anos desse dia.
Uma revolta tomou conta do meu coração e eu precisava fazer algo pra mudar aquilo tudo... busquei grupos e descobri que eu não estava sozinha, que ja haviam mais pessoas na ativa, trabalhando para mostrar para os outros que aquele habito, de se alimentar com pedaços de animais, estava errado. Antes eu achava que era um mal necessário até perceber que era justamente o contrário, que aquilo tudo não fazia bem para nosso corpo.
Foram anos na ativa como voluntária até me tornar mãe. 
Hoje minha prioridade é esse início da maternidade, esse breve pedaço de tempo que logo ficara só na lembrança.

Hoje ainda tenho muito o que melhorar... crescer e fazer sempre bem aos outros e à mim.

Nossa, eu teria tanto pra falar de mim... um dia espero muito poder concluir e publicar meu livro, no qual falarei muito mais... por enquanto... fica aqui um pouquinho de mim.

Que os anjos e Deus me guiem sempre para que eu possa ajudá-los a fazer o que vim aqui pra fazer. 





segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O lilás dos céus


O céu hoje ficou lilás, minha cor preferida.
Leve, delicada, cheia de amor com um toque de espiritualidade.
Pra muitos pode ter sido apenas um céu bonito, pra mim foi cheio de significados.
Foi como um presente, um suspiro de esperança depois de um dia difícil, de dias mais intensos, mais pesados cheios de dúvidas.
Quando nos damos conta de que não sabemos nada.
Do quanto nossa pele precisa tocar, assim como o toque do meu bebê me traz a mais pura energia, reabastecendo... retribuindo a mesma energia à ele, meu filho amado.
Temos que buscar transcender sempre... mas também devemos ter a consciência de que somos parte de um mundo orgânico, o espiritual ainda não nos cabe por inteiro, caso contrário nossos olhos, ouvidos e todos aqueles que captam os sentidos não haveriam a necessidade de existir. 
Não se pode pensar em vivenciarmos os sentidos físicos apenas pelo instinto ou naquilo que é necessidade, mas na sua transcendência de fato, pois o físico, o material, também pode transcender.

Sou grata à absolutamente tudo que tenho na minha vida e no meu coração, e espero poder agradecer por anos e anos, cuidando, amando, tocando. Transcendendo no espiritual e no material. Sou grata por ter me sido dada a experiência corpórea, de tocar meus filhos, sentir meu perfume de lavanda, o sabor salgado das lágrimas, o som dos grilos como escuto agora.
Só podemos sentir a tudo isso pois somos feitos de matéria. Um anjo em outro plano por aí a fora muito provavelmente não tenha essas sensações. As sensações e percepções de um mundo espiritual devem ser outras, talvez algo mais próximo como tocar e enxergar com o coração, o coração da alma que acredito jamais morrer mas aí é algo que não nos cabe saber.

Como sempre digo, esse blog é meu cantinho virtual de idéias, desabafos para o além, nunca para pessoas específicas. Aqui eu gosto de refletir e compartilhar pensamentos e sentimentos.

E talvez seja mesmo o momento de me recolher um pouco... assentar tudo isso que está aqui dentro.
Dar um tempo de redes sociais ou de qualquer outra coisa que me traga sentimentos negativos ou que cubra como uma cortina aquilo que eu realmente preciso enxergar.
Aproveito o momento pra escrever mais, meu livro está a caminho. Acho que tudo tem o seu momento, e de repente senti que esse era o momento de concretizar um livro.

Os grilos cantam por aqui... Olhos baixos e peso nos ombros.
Preciso repor as energias.
Boa noite Vida, estou bem cansada mas também sou apaixonada.


sábado, 25 de dezembro de 2021

Segundo Sonho

 Eu e o mundo dos sonhos...

Este quero registrar, por se tratar de um sonho repetido, embora não tenha sido bom.

Esta semana sonhei que estava no banheiro e de repente vi muitas pintinhas vermelhas no meu corpo, principalmente na lombar e na barriga. Na lombar eram tantas as bolinhas que estavam tão próximas que chegavam a se encostar formando quase que uma coisa só.

Eram manchinhas de um tom de vermelho bem escuro, não aquele vermelho que fica na pele na cor de um arranhão por exemplo, mas um tom mais forte como se fosse um vermelho/roxo. Foi desesperador. Eu olhava pelo espelho assustada, meu marido também estava vendo e surpreso e assustado. E naquele desespero acho que acordei e não lembro mais.

O curioso é que já tive um sonho outra vez com várias manchinhas/pintinhas vermelhas no corpo, mas faz tempo, como não registrei não lembro-me da data nem como foi exatamente.

Nos dois sonhos a sensação foi a mesma. De algo que me pegou de surpresa surgindo de repente e me gerando muita preocupação e medo do que era.

Nesse mesmo dia também sonhei que eu, meu marido, minha filha e meu bebê visitávamos a minha mãe no cemitério. Estávamos lá caminhando assim como muitas outras pessoas também caminhavam visitando seus entes queridos, estava movimentado. Mas apesar de ser num cemitério este sonho não foi ruim, ao contrário do das manchinhas.

Se alguém que estuda sonhos souber e puder me dizer o que significa esse sonho com manchinhas, agradeço.


segunda-feira, 5 de abril de 2021

Sonho Sem Fim


Fazia tempo que queria falar dela aqui... uma música que gosto de uma maneira especial desde pequena, como tantas outras do Yes.

Além de ser uma das minhas bandas favoritas, a canção traz uma bela mensagem. Vida, escolhas, momento de renascimento, amor e luz.

Dividida em 3 partes... Silent Spring, Talk e Endless Dream. Todas elas se complementam e tornam-se só. A última parte é minha preferida, mas sei que ela só é o que é também devido às outras que a antecedem. É como não pular etapas... tudo tem o seu momento. 

Inicia forte, a bateria e a guitarra de cara nos mostram como será a vida... forte, pesada, intensa, prepare-se para vivê-la com sabedoria.

De repente chega a tranquilidade do piano... e Trevor Rabin inicia suas palavras, aliás, sou super fã dele!

Mais notas do piano e entra a voz de Jon Anderson... a canção segue bela com suas mensagens.

Na última parte, Sonho Sem Fim... a guitarra de Trevor, impecável e intensa, assim como uma cortina que se abre dando inicio à um espetáculo, se abre de forma intensa, para que as vozes nos tragam mensagens de esperança, lucidez e transcendência. 

*Com o fone de ouvido fica ainda melhor!


Sonho de Fim

Mantenha sua cabeça erguida pois você sabe
Vem um longo caminho, um longo caminho
Sujo como um fugitivo sem nada a dizer
Tentação pode virar esperança, sua visão não se engana
Em nome de Deus você pode ser forçado a fugir

Andando sempre em frente para o único lugar que você conhece
Acompanhando por um indiscrição
Mudando conforme você for
Tentação pode virar esperança e sua
Consciência não esconde
A maior viagem que você fará será dentro de você.

É a última vez que eu digo a mim mesmo tudo
Me chame e então traga-me de volta
É a última chance de dizer a mim mesmo
Que eu acredito
Seu eternamente é meu e tudo o que eu preciso

Agora vida diga-me, agora em seus braços 
Tudo o que eu realmente preciso é você ao meu lado
Eu canto isso para para você e todo mundo, e tudo é que
Eu levo para você esse presente de amor

E o mundo gira, e o mundo gira
Tempo diga tudo que nós sabemos, olhamos para isso
Jesus no rádio
Defenda aquilo que conseguiu, eu darei a você descanso
Eterno imediato
A intensidade com a qual eu rezo depende de quanto você paga

É a última vez buscando nessa vida
Primeiro chamado em uma primavera silenciosa
É a primeira vez buscando nessa vida
Primeiro chamado em um primavera silenciosa
Medos agem mais profundo do que visionários
Gritos e lágrimas nunca justificam esse amor
Fale, fale, ouça!
Como as primeiras palavras que sempre se estendem
Fale fale
Como o primeiro som em uma primavera silenciosa
Fale, fale, ouça
Como as primeiras palavras que alcançam você
Fale, fale
Como o primeiro som que você começa cantar

Então espere sua vez
Olhe ao redor e veja
O maior do tempo é onde você está e realmente deveria estar
Eles falam tão alto
E tiram a esperança e paz do seu coração
Nós chamamos isso de render-se
Vagarosamente rumando ao norte
E esse sonho sem fim nos dá tudo
Nós estamos merecendo e vamos trazer isso de volta
É a última vez que digo a mim mesmo tudo isso
É a última vez que tragam-me de volta, tragam-me de volta

Quando o mundo te leva para baixo
Você pode procurar dentro de você 
Pelo amor que encontrará (e lhe trará de volta para casa)
Quando o mundo te leva para baixo
Você pode procurar dentro de você 
Quando o mundo te leva para baixo
Eu esperei por tanto tempo
Quando o mundo te leva para baixo
Você terá que jogar esse jogo da vida
Quando o mundo te leva para baixo
Então espera sua vez
Olhe ao redor e veja
O maior do tempo é onde você está e realmente deveria estar
Pois você é luz
Dentro dos seus sonhos
Pois você encontrará
É algo que me toca.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Inspiração

Você busca evoluir a cada dia?

Não apenas nos anseios e vontades, mas nas atitudes. 


Amar é cuidar. Inspiração, admiração.


Evoluir é subir um degrau conforme o tempo passa. Um degrau a cima na espiritualidade, na empatia, na emoção, no amor dentro do coração. 

Como fazer?

💡Comece julgando menos. Se tem algo na atitude alheia que você não concorda ou acha errado (na maioria das vezes é pura bobagem), procure colocar-se no lugar do outro em primeiro lugar. Todo mundo deve pensar e agir como você pra ser da maneira correta? Reflita: no decorrer de um dia você comentou a respeito da vida ou atitude de alguém de maneira negativa? Caso sim, busque entender que cada um é um e silencie a mente e as palavras. 

Preocupar-se menos com as atitudes dos outros é algo libertador, só tenho a agradecer por sempre ter sido assim em toda a minha vida. Gostaria de incentivar mais pessoas. 

Esta pessoa fez algo que lhe prejudicou? Machucou algo ou alguém propositalmente? Estes são casos isolados que merecem sim nossa reflexão ou comentários, do contrário, silencie.

💡 Olhe para dentro de você. Perceba seus sentimentos e suas atitudes. Elas são positivas? São negativas? De dúvidas ou incertezas? Não se culpe pelos seus sentimentos, mas busque perceber o porque deles existirem em você e abrace-os sem culpa. É somente refletindo sobre o que sentimentos que conseguimos nos direcionar para mudar ou manter certas emoções, do contrário estarão no nosso inconsciente apenas.

💡 Alegre-se com a felicidade alheia. A sua inveja além de lhe derrubar escada abaixo, transmite uma energia muito ruim para o invejado. As consequências não serão boas.

💡 Busque a simplicidade. tanto nas coisas como nas suas atitudes. Você pode mudar o mundo simplesmente mudando o mundo de alguém, de um animal ou de uma planta. O simples ato de cuidar já é algo valioso, o cuidado com o outro... nas palavras, no toque, no regar suas flores num entardecer, em uma boa mensagem ao amanhecer. Coisas que empurram o mundo lá pra cima, e nossas almas elevam-se com ele.

Ajudar em um projeto grandioso também é muito válido e de extrema importância. Mas que a gente não esqueça da simplicidade de viver.

💡 Inspire-se. Manter-se perto de boas pessoas. Acredito muito nisso, como em uma cesta de frutas. Se uma laranja apodrece, provavelmente apodrecerá as outras ao seu redor, simbolicamente falando. Com pessoas é parecido. Sim, todos temos defeitos e é preciso paciência e compreensão com o outro, mas é fato que devemos nos manter próximos de pessoas com boas atitudes, caso contrário, mesmo sem percebermos somos contagiados com atitudes negativas, estacionamos no degrau ou até mesmo somos intoxicados a caímos escada abaixo.

Por isso a importância de nos aproximarmos de pessoas que sobem os degraus do espírito. Estas nos contagiam com sua luz, nos inspiram, incentivam, e nos empurram escada à cima. São pessoas que mesmo diante de dificuldades, nos mostram a leveza e impermanência de se viver.

Você tem pessoas assim na sua vida? São raras mas há muitas delas... Seja grato por elas e busque ser também alguém de inspiração.

Inspirar o ar e respirar a vida... Buscar almas queridas, paz no coração.


"Amar é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor, a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais do seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialmente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado. Além disso, através do seu amor, a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar estas potencialidades. Conscientizando-a do que ela pode ser e do que deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar."

Viktor Frankl


terça-feira, 2 de junho de 2020

Quem cuida de nós?

Se oramos pelos outros, quem ora por nós?
Se cuidamos dos outros, quem cuida de nós?

Longe de querer algo em troca... pois assim deve ser, mas é preciso voltar os olhos para mim mesma.


São nos momentos difíceis que conseguimos visualizar e entender certas coisas.

Até que ponto abrir mão de nossas vontades mais profundas e de nossos sonhos pelo bem dos outros é o certo a se fazer?

Doar-se, fazer pelos outros, cuidar, amar.... são coisas essenciais para nos tornarmos seres mais evoluídos, altruístas e até mesmo completos. Mas até que ponto tudo isso vale mais do que a nós mesmos?

São nos momentos difíceis que conseguimos visualizar e entender certas coisas. 
E eu entendi que sempre fiz muito pelos outros, e não o suficiente a mim mesma. 

Um bom exemplo disso foi no momento da morte da minha mãe, e se eu pudesse voltar atrás nesse dia eu faria diferente.
Ela deitada na cama do hospital, já sem consciência mas com a respiração bem forte e profunda. Fiquei ali ao lado dela, segurando em uma de suas mãos, que já estavam ficando roxas. Eu só saí do quarto para conversar com a médica ou atender ao meu telefone pra falar a respeiro dela. Mas no momento em que seu coração parou de bater, o que pude ver na minha frente, eu saí do quarto para avisar a equipe de enfermagem do que já esperávamos, tentei amparar meus avós que ali também estavam, para que fosse o menos pesado possível à eles, e à todos, cuidando ao máximo daquela situação que antes eu só via nos filmes.
E então saí do hospital pra resolver coisas do velório e enterro, apesar de inconformada, eu era a mais racional naquele momento, por isso decidimos que eu iria. Sim... eu com aquela cara de choro e grávida de seis meses, tive que escolher detalhes do velório, eles fazem um monte de perguntas sobre como deveria ser... flores, o véu que vai por cima, o tipo de caixão, velas... eu respondia ao que achava melhor, mas nada disso importava... só queria sair daquela sala, mas também sabia que era necessário que fosse feito por alguém, e alguém muito próximo à minha amada mãe, eram detalhes que já não importavam mais, mas era preciso fazer.

E aqui vem o que eu deveria ter feito e não fiz... mas só hoje me dou conta disso. No momento eu nem pensei no que eu queria fazer, somente naqueles que eu amava.
Eu poderia sim ter feito tudo o que fiz, este não é o problema, o problema foi algo que não fiz.

Exatamente quando o coração dela parou de bater, eu queria ter ficado quietinha ali, do lado dela, colocar meu rosto no dela, e orar. Orar por aquela bela alma que ali já não mais estava. Era só isso, eu e ela em conexão naquele momento intenso de passagem e mudança de vida. Como uma breve meditação, conexão... ou simplesmente ali não fazer nada, só fechar os olhos e sentir, ficar. Mas eu estava longe dela espiritualmente justamente naquele momento, resolvendo coisas e cuidando dos outros. Sinto tanto por isso, aquele momento não vai mais voltar...
Até mesmo no velório eu conversei com as pessoas queridas, mas o que de fato eu deveria ter feito foi ficar quietinha me conectando à ela.

Longe de me culpar pelo que não fiz, afinal sei que em um momento intenso como aquele, a realidade fica um pouco alterada, mas é importante refletir sobre meus anseios.
Queria muito ter feito, mas não fiz.

Este ocorrido foi apenas um exemplo. Fiz tudo aquilo para que as pessoas que amo sofressem "menos", para que fosse tudo um pouco "menos" doloroso. Mas e eu? Às vezes esqueço que existe uma pessoa aqui dentro... com vontades, emoções e sentimentos.
Se naquele momento da partida da minha mãe eu tivesse feito o que eu queria, mas que naquele momento nem me dei conta disso, eu não conseguiria dar tanta atenção à minha família ali naquele quarto... são coisas incompatíveis.

Qual o certo a fazer durante nossas vidas?

No momento, talvez seja a conexão comigo mesma... no silêncio entre uma e outra batida do coração.

O outro importa sim, e muito. Diria até mesmo que é através do fato de cuidar e amar o outro que a vida nos dá um certo sentido. Mas até que ponto devemos, mesmo sem ter consciência, ignorar a nós mesmos?