"As piras de Angel..."

Dedico este blog ao Amor e às incógnitas da vida, responsáveis pelos mais belos insights. Caminhando rumo à evolução do corpo, da mente e da alma, eternamente...

"Espíritos fortalecidos de paz deixavam de chorar, neste tempo, grandes energias passeavam aos corações. Fomos lançados ao infinito..."

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Stairway to Heaven

(Ouça enquanto ler este post!)

Eu era louca para ouvir sair do violão a música "Breathe", do Pink Floyd, mas eu não sabia tocar nada...
Sem fazer aula, aprendi com meu pai como tocar essa. Aprendi. (Pink Floyd não é complexo).
Minha próxima meta agora era "Wish You Were Here", minha preferida, consegui, como foi legal, tempo depois aprendi o solo do começo, cada detalhe dele, amava solar nesse começo.
Mais pra frente, nem lembro de onde, conheci a "Stairway to heaven", Led Zeppelin (básica né), claro que quis aprender esta também, mas "nãooo, é impossível!"...foi a primeira coisa que pensei.
Mas...tentei...
(mesmo com aquela sensação de super impossível!)
Me deparei com a minha primeira pestana, nem sabia o que era isso, como era difícil sair aquilo...
Num violão velho, corda de aço, sim, porque foi num violão assim que aprendi desde o início...
Jamais vou me esquecer...
...Daquelas 3 notas iniciais (com pestana), elas não saíam!
Eram justamente nas cordas mais finas do violão! aquilo doía a alma!
Demorei uma cara só nelas!
As cordas cortavam meus dedos, eu chorava de dor, mas eu queria que a música saísse pôxa!
Colocava fita crepe nos cinco dedos (pra melhorar), não adiantava nada, na primeira elas já arrebentavam...como foi dolorida essa fase...mas legal.
Meus pais viram que eu estava empenhada e, jamais também vou me esquecer da frase deles:
"Quando vc aprender essa música toda, te daremos um violão novo de presente"
Me acabei de treinar...
Na verdade, depois dasquelas 3 notas do início, tudo foi muito mais fácil e rápido.
Stariway to Heaven ficou perfeita...cada detalhe...
As pessoas diziam que eu tinha feeling pra tocar...e eu sentia isso tb, eu era chata (e ainda sou! rsrs), tinha que ser corda por corda, exatamente igual à original, quando alguém tocava diferente da original, eu ficava incomodada, com raiva (coisa de virginiana perfeccionista chata metódica!)
Ganhei um violão novo, lindo, fender, elétrico, como são macias as cordas de nailon! Que maravilha!
Tudo era tão mais fácil de ser tocado, mas o som não era o mesmo, as músicas eram mais belas com cordas de aço.
Sempre que tinha festa da ex banda do meu pai, eles pediam que eu tocasse essa.
Uma música relativamente fácil de aprender.
Mas que me marcou por tudo isso.
Eu tinha 16 anos, nunca mais toquei. Conheci a dança do ventre...

Enfim...aprendi tudo, cada detalhe de Stairway to Heaven...
Desde as pestanas das 3 primeiras notas...
Passando por aquela "puxadinha" que vc arrasta o dedo em uma corda, não lembro o nome disso...
Mais pra frente entrava a bateria e com ela mudavam a sequencia das notas...
Pausa!
E entrava aquela parte rápida do final...me bati um pouco nela, confundi muito até acertar a entrada certa...
Só não sabia solar o final, meu amigo de infância solava enquanto eu fazia a base...hehe
E pestanas de novo, só que maiores, com o dedo indicador em todas as cordas!
Mas aí era fácil, só cansava porque ficava na mesma coisa por alguns minutos...
Pra terminar, diminuía o ritmo aos poucos...
Pra encerrar a música...
Até o..."And she's buying a stairway.......to heaveeeeeeen"

Hoje não lembro de nada mais...
mas ainda consigo tocar uma parte que jamais me esquecerei...
...daquelas 3 primeiras notas...


7 comentários:

Henrique disse...

Eu tinha tanto, mas tanto, pra comentar sobre esta história, que as palavras até me fugiram. Minha história com as cordas é muito parecida, à exceção do final (que ainda não existe). O perfeccionismo chato, os dedos ardendo no banho por conta de ter pressionado cordas de aço o dia todo, a briga com a tal pestana, a descoberta da maciez do nylon (ah, aqui há controvérsias, mas que ficarão para uma conversa em algum dia!), o violão antigo - mas não era velho, era antigo, de 75, e o usei até 3 meses atrás, quando comprei um 7 cordas... Mas muito, muito legal. Eu sou muito cético para crer em signos, mas esta teoria desgr^&@%!$# (desculpe hehe) parece fazer sentido quando leio textos como este. Não creio que algum dos meus amigos que também tocavam tiveram estas impressões do começo... Ninguém se importava muito se faltavam ou sobravam notas nos solos; e eu sempre, sempre fui chato com isso. Parece aqueles comentários só pra agradar, mas desta vez não é MESMO! Caramba... que.. diferente! .........

null disse...

Não vc não tocou o solo do Stairway to Heaven. Hheahheaheehaeah.
SO pra te pentelhar. ahoeah.
Leonardo

Angelica Marin disse...

Muito legal Henrique! =)
Me identifiquei muito com a sua história tb! Desde a dor nos dedos (gostei do detalhe do banho, pq é suuuper real!), o alívio do nylon, até a briga com as pestanas!
hahahaah
Aquela pestana do começo dessa música foi complicada sair viu! As cordas daquele violão eram muito afastadas umas das outras e tb do braço do violão, o que dificultava ainda mais. Me faltavam forças nos dedos pra apertar aquelas cordinhas (justo as mais finas do violão! aquilo parecia que ia cortar o dedo)
Gostava tb de ligar o violão no sitetizador e brincar nos diferentes tipos de sons que saíam...os vizinhos ficavam loucos, pq aquilo ficava tão alto quanto uma guitarra! ahaha
Fico lembrando dos meus tempos de violão...acho que toquei por uns 3 anos, até começar na dança do ventre, a partir dai, substituí o violão pela espada, véu...
Tb sou cética quanto aos signos, há muito mais coisas envolvidas nisso, mas é meu modo de falar quando me refiro ao signo...afinal a maioria dos meus amigos virginianos são assim tb...rsrs
Nossa, vc devia ser chato tb quanto ao som, hihihi, mas acho importante ser chato em algumas coisas, pra buscar a proximidade da perfeição.
Apesar da dor...da sensação de impossível, do esforço todo, valeu muito a pena!
Ouvir músicas que amo saírem de mim é maravilhoso e completamente POSSÍVEL!
Como tudo na vida é...

Angelica Marin disse...

Ah! fiquei curiosa...que controvérsias a respeito das cordas de nylon???

Henrique disse...

rs, então Angelica, eu sinto mas vou ter que te deixar curiosa! rs... Seria mesmo muito pra escrever - talvez nem coubesse em palavras! Mas um dia, quem sabe, numa conversa descompromissada e sem muito objetivo, eu consigo chegar perto de te explicar meu ponto de vista... :-)

Mas é fato o que você falou sobre a pestana do começo de Stairway... Aliás, qualquer pestana. Parecia impossível apertar várias cordas ao mesmo tempo com o "corpo" do dedo, não?! Eu lembro-me que gostava de fazer os acordes menores (Fm, Gm, etc) porque eu podia reforçar a pestana com o dedo médio, afinal ele estava sobrando! hehe...

Mas é pena que tenha parado. Apesar de que... bem, a dança é uma boa forma de se expressar também... Meu professor de dança (que não é dança do ventre, lógico rs) diz que é preciso escutar a música quando você VÊ um casal dançando; é escutar pelos olhos. Acho legal este ponto de vista... E, se me permites fazer um comentário pertinente ao fato de eu ser homem, eu é que não vou reclamar de uma garota que pratica a dança do ventre, certo?! : )

E é.. você falou uma coisa que concordo, quando disse que tudo na vida é possível. É pena que nem todo mundo acredite nisso, talvez as pessoas pudessem ser bem mais felizes rs... beijão, bom domigo nublado por aí

Daniella disse...

quem é que quer chegar ao paraíso?
o que importa é a escada!!!

Geneviéve disse...

Rsrs... malditas pestanas... Eu como uma libriana, infelizmente não tenho o perfeccionismo de uma virginiana, então eu ficava sempre na base, e um amigo nos solos, rs... Mas lembro que Enter Sandman aprendi tudinho, do começo ao fim, quando fiz aulas de guitarra, rs...

E sim, as luas nos influenciam, tal qual as marés... Da mesma forma todos os planetas nos influenciam, cabe a nós ter defeitos ou qualidades que as casas astrais nos trazem... =]

Poxa, devíamos sentar um dia com os violões em punho e relembrar essas músicas, e histórias que elas trazem!

Pois a música não ficou de lado, só passou a fluir no corpo como um todo, não se limitando aos dedos.. Mas que era boa a sensação de 'tirar' uma música, ahh, que saudades disso!!