"As piras de Angel..."

Dedico este blog ao Amor e às incógnitas da vida, responsáveis pelos mais belos insights. Caminhando rumo à evolução do corpo, da mente e da alma, eternamente...

"Espíritos fortalecidos de paz deixavam de chorar, neste tempo, grandes energias passeavam aos corações. Fomos lançados ao infinito..."

domingo, 3 de março de 2019

A Grande Tempestade



03.03
"Três do três" como ela dizia..

Não há dia melhor pra falar dela do que o dia que sempre foi dela. Minha mãe!

Quanto à tempestade...
É algo muito curioso.

Engraçado que sentimos de fato quando uma tempestade virá... o vento.... as nuvens...o feeling, há coisas concretas que anunciam sua chegada.

Há também outros tipos de tempestades...
Um sentimento de que uma delas estaria a chegar.

Pensando no caso da minha mãe...
Apesar da doença que ela tinha... ela estava bem quando senti isso.
Tanto que por um momento ao pensar que pudesse ser algo com ela, ja que ela era a única pessoa doente ao meu redor, tirei isso da cabeca pois ela estava muito bem... eu achava mesmo que não seria nada com ela... ou talvez fosse o que eu queria acreditar. Não sei.
Tinha certeza que seria outra coisa que não envolvesse minha mãe.
Pensava... será algo com a minha saúde? Com meu casamento? (sem motivo algum pois estava tudo bem), o que seria aquilo que eu sentia? Algo que eu não fazia ideia!

Como uma angústia.
Um aperto no peito.
Mas extremamente forte. Não apenas uma angústia inexplicável e passageira que vem em um dia e passa (como também já tive as vezes), mas uma angústia que durou muitos dias... talvez poucos meses...
Uma angústia intensa de algo que ainda estava por vir, que mesmo eu estando alegre e bem todos os dias, ela estava ali presente... Era como se eu sentisse a dor de algo que nem ocorreu ainda sem saber do que se tratava.

Lembro-me um dia que saí tomar um café com uma amiga. Contei isso a ela, desse incômodo... usei até mesmo a palavra "tempestade" para me referir a algo que eu sentia que ocorreria.

Algo ruim.
Algo que vem trazendo o caos... tristeza.. perdas.

Mas assim como a tempestade... senti também que haveria uma calmaria.
A paz de uma calmaria... vinda após essa tempestade.

Era muito claro isso pra mim...
Uma futura tempestade seguida de uma calmaria.

Era o que eu sentia.

Como uma certeza... e por isso me assustava... sentir essa certeza. Era tão óbvia e intensa que nem mesmo a questionava,  nem dava margens para eu pensar que seria algo da minha cabeça.
Me lembro mais ou menos quando foi isso... lá por agosto de 2017, que foi a data da minha conversa com minha amiga, mas já estava sentindo antes.... só não lembro o quanto era esse antes.

Minha mãe...

Meu exemplo.
Minha inspiração.
Minha paz.
Meu colo.
Meu tudo!
Éramos parecidas não somente na voz e no rosto...mas na sensibilidade. Sempre fomos pessoas mais sensíveis, embora também ela fosse muito forte. Que mulher forte, boa e positiva.... jamais vi igual. Que pessoa boa... jamais fez mal a alguém, a nada, eram outros que faziam mal a ela. Tanta força e alegria de viver... sempre... sempre. Desde pequena eu a via assim.
A vida as vezes não parece ser justa não é? Leva pessoas tão boas e puras embora tão cedo... outras não tão boas assim aqui permanecem anos...
A justiça aqui é algo independente da realidade das coisas... das ações.
Não é como gostaríamos que fosse.

A tempestade...

Minha mãe, que estava super bem, de repente ficou mal em novembro de 2017 e deixou este plano no dia primeiro de julho de 2018, praticamente 1 ano depois daquela conversa com minha amiga, quando senti que uma tempestade viria.

E de fato foi intenso.
Só pode ser este fato a tempestade que eu sentia.
Uma baita de uma tempestade.

Daquelas de sentir um gelado percorrendo o corpo dos pés a cabeça na conversa com o médico.
Daquelas tão intensas que mal se podia chorar, e sim seguir com força, ou pelo menos tentar... como aquelas árvores resistentes que balançam ao vento procurando não desistir.
Eu estava grávida quando passei por momentos angustiantes com minha mãe mal no hospital.
A pior e a melhor fase da minha vida ocorrendo ao mesmo tempo.

Da pessoa que sempre foi a mais importante pra mim partindo.... e outra que hoje é a mais importante, surgindo.
E mesmo assim eu sorria... de coração, eu sorria. Por ela, pela minha filha que dentro do meu ventre estava, por aqueles que amo... pela Vida.
Nem tudo é como a gente quer. Mas é preciso coragem pra enfrentar de braços abertos o que quer que a vida nos traga.

Jamais me esquecerei daqueles últimos instantes de vida... naquela tarde de domingo.
Aparentemente sem consciência... uma respiração forte, profunda... que foi aos poucos se transformando em uma respiração rápida e seca. Era possível ver o corpo físico morrendo... estava próximo do fim... era como se ela, sua essência... já não mais estivesse ali. Era possível sentir que seu coração pararia a qualquer instante... eu estava segurando em uma de suas mãos quando a última respiração ocorreu. O último suspiro. A última batida daquele coração imenso e maravilhoso.

Eu gostaria de naquele momento após sua partida, ter ficado ali quietinha de olhos fechados ao lado dela, mas a razão tomou conta de mim e imediatamente saí do quarto para avisar os enfermeiros daquilo que já era esperado. E procurei manter todos a calma. Não fiz isso por mim, mas pela minha família que ali estava. Eu não queria que houvesse desespero. Mas me arrependo de não ter seguido a vontade do meu espírito... uma vontade simples. De no silencio, ficar quietinha e orar por ela naquele momento. Mas eu também queria cuidar dos outros. Mas já foi.

No dia seguinte, me deitei na cama assim que cheguei em casa do cemitério. Era possível ver da janela aquele fim de um dia quente e lindo de sol, um dia ruim de sentimentos como nada igual, porém belo aos olhos. Então fui dominada por uma angústia profunda, minha alma se encontrava muito, muito abaixo do chão.
Curioso que aquele terrível sentimento não durou muito. Durou minutos na verdade.
Porque fui novamente dominada por um sentimento... mas um sentimento oposto.
Um sentimento de força.
Imediatamente me veio a imagem da minha mãe na cabeça... dos momentos ruins em que ela viveu, e que mesmo diante deles ela estava lá com toda a sua força. Ela poderia sim estar triste ou chorando, mas estava lá firme e forte, nunca a vi deitava por um momento depressivo. Ela era de carne e osso, sofria sim, mas estava produzindo... inventando algo para ocupar a mente, ou porque tinha filhos e tinha que segurar a situação por eles.

Levantei da cama, haviam louças a lavar... uma cama pra arrumar e uma vida a continuar.

Desde aquele dia segui da mesma forma.
Sou infinitamente grata àquela força desconhecida!

A calmaria...

De fato a calmaria se instalou... por uma paz inexplicável que senti e que ainda sinto. Longe de ser pelo término de um sofrimento por alguém doente num hospital, mas por algo que não sei explicar.
Eu não conseguia viver o drama de um luto. Ele simplesmente não entrava nos meus sentimentos.

E assim a vida continuou...

Minha filha nasceu. E mesmo com uma saudade absurda dela... com lágrimas algumas vezes, eu amamento tranquilamente minha filha nas tarde dos dias...
Saudade infinita, o que mais me dói é além de saber que não a verei mais por toda a minha vida... é o fato dela ter perdido sua vida aqui... todos os planos... as viagens... os encontros que teria... tudo ali encerrou.
Mas é assim. Bem que poderia não ser.

Curioso foi eu ter sentido toda essa chuva e ventos que estavam por vir... Como é possível?

A vida algumas vezes foge de nossas escolhas... não há merecimento aqui, nem justiça... não da forma como deveria ser. Há coisas além de nossa compreensão. Nosso cérebro e mente não captam tudo, muito menos o TODO.
E apesar de tudo, de toda aquela tempestade horrível... me sinto como aquela árvore que balançou, balançou... perdeu folhas e galhos... mas jamais deixou-se cair.

domingo, 27 de janeiro de 2019

O infinito


Faz mais de 1 ano que não posto nada aqui no blog.

Muita coisa ocorreu em um só ano.
2018 conseguiu ser o pior e o melhor ano da minha vida ao mesmo tempo.
Um ano de paradoxos...
Da vida...e da morte.

Em janeiro de 2018 minha mãe ficou mal, descobrimos que sua doença estava progredindo...
Também em janeiro eu descobri que estava grávida da minha primeira filha, uma menina linda por quem sou imensamente apaixonada e amante.
Dia 1 de julho minha mãe nos deixou... partiu desde plano de forma muito dolorosa.
Em setembro minha filha nasceu, em dos momentos mais intensos da minha vida.
É surreal o sentimento que sinto por ela e que também tenho vivido.
Não há palavras pra descrever tamanho amor e cuidado.

Bom...acho que já é muito pra um ano né.
Jamais imaginei superar a morte da pessoa que eu mais amava nessa vida de forma tão "alegre"...é algo surreal que deixarei para um futuro tema aqui no blog.

E falando do INFINITO agora...

Embora sempre citasse ele aqui nos posts,  nunca falei realmente dele aqui no blog.
Ironia pensar que ele faz parte do título desde blog e sempre foi algo que sempre senti e pensei e mesmo assim nunca falei a respeito de fato.

Desde pequena eu já gostava do seu símbolo, um número oito deitado... como algo que jamais acaba...ou que sempre se encontra.
Nas viagens de carro, eu desenhava o infinito no "suor" da janela.
Em alguns dos meus desenhos no papel ou na areia da praia... lá estava ele também.

Eu dizia e ainda digo para aqueles que amo que os amo "infinito" pois não imagino minha vida sem eles mesmo depois dessa vida.

Até por isso sempre gostei de usar reticências nos meus textos aqui do blog, até mesmo onde deveria haver uma vírgula. (já devem ter percebido)... as reticências são como o infinito pra mim...algo que vai além..  algo que nunca acaba.

Dia 11 de agosto do ano passado, 2018, tive um pensamento que de repente invadiu minha mente, além de me dizer: "Claro, Angelica, como você nunca pensou nisso?!"

Foi como um verdadeiro insight! Imediatamente tentei transcrever em palavras tudo aquilo que me vinha na cabeça.

Registrei:

"O infinito nao é um tempo longo contínuo, como horas após horas, anos após anos ou milênios após milênios, mas sim um tempo sem passado, sem presente e sem futuro, pois o infinito é atemporal."
11/08/2018

Refletindo sobre este meu insight de meses atrás... é como se o infinito não fosse um tempo contínuo, mas um tempo parado.
Ou melhor... é como se não fosse um tempo... mas sim uma ausência dele.

Como um vídeo no pause...mas em que tudo acontece durante esse pause.

É difícil compreendermos...
Mas se pensarmos na teoria da relatividade de Einstein... temos um mundo ainda mais desconhecido regido por um tempo específico aqui na Terra, e onde está o infinito no meio disso?

Não sei e nem sabemos o que de fato o infinito significa, isso foi apenas um pensamento que invadiu minha mente.

O infinito... Onde ele está?
Em tudo? E o que ele representa na nossa vida cotidiana?
Sinto que ele esteja nas grandes e nas pequenas coisas... em sentimentos...

Não sei. Só sei que pretendo estar nele sempre...infinitamente.
Ele é a minha maior esperança.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O doce toque cor-de-rosa...


A necessidade de sabedoria é o sentimento que mais tem me perseguido nos últimos meses.

Sabedoria em todos os sentidos, principalmente no sentido espiritual.
E percebo que essa sabedoria vem do mais íntimo cantinho do coração, que nos é mostrada quando estamos em sintonia com ela, com algo maior que não enxergamos, mas que sentimos. (falei disso no último post aqui no blog).

Nossa... vontade de ingerir sabedoria assim como tomo água!
A sabedoria nos traz sentimentos extraordinários, e ao mesmo tempo simples.

Nos faz perceber que independente da situação, há a necessidade de enxergar o melhor, possuindo otimismo, sentindo esperança, dando mais brilho, colorindo seja lá o que for, dando sabor e aromas.

Eu sempre soube dessa necessidade de colorir a vida, afinal sempre pensei dessa forma, mas nunca havia experimentado um momento de desespero, medo e desesperança tão forte. E nesses momentos o preto e branco predomina e nos escurece a alma, mas aprendi que são justamente nesses momentos desfavoráveis que devemos pensar em colorir. 

Essa força que nos dá o ânimo necessário pra colorir vem de algo que desconheço. Mas sinto que ela veio de uma conexão com algo desconhecido.

A sabedoria não é algo que se conquista por completo, mas que sempre estamos conquistando a cada dia, aprendendo, evoluindo, colorindo.

É, a vida tem a cor que a gente pinta.
Tem o som das notas tocadas pelo coração.
Tem o sabor dos nossos doces temperos.
Tem o cheiro dos nossos sublimes perfumes.
Tem o toque daquilo que com o coração acariciamos.
Tem o belo encontro que com o olhar tocamos.

E hoje tenho a certeza de que uma imagem preto e branca, por mais desesperadora que seja, pode ser inicialmente colorida por um pequeno pontinho de cor, vindo da fé na luz, da fé nas mais puras energias, nos mais nobres sentimentos.
Vivenciar isso é a prova de que podemos alterar o curso de um caminho simplesmente pela fé e com o coração entregue.

Entrega.
Jamais entregar-se na desesperança, mas sim entregar-se profundamente nos bons sentimentos, nos bons aromas, nos bons sabores, nas cores e nos inexplicáveis amores.
O resto vem depois...

A vida é impermanente, é mudança o tempo todo, precisamos ter a sabedoria para adaptar-se na nossa melhor forma, na nossa melhor versão.
É preciso força. Resiliência.
Não há tempo para não amar.
Devemos amar sem medidas, é hora de pegarmos nossa caixinha de cores de dentro do coração, lapidarmos todos os lápis coloridos que lá se encontram, e sermos os artistas da nossa própria vida.
E se for pra deixar alguém pintar a sua vida, que seja juntamente com você pra colorir, pra somar, pra compartilhar!

A alegria e luz do amarelo... de um sorriso.
A tranquilidade do azul... de um abraço.
A pureza do verde... de um sentimento nobre.
A energia do laranja... da saúde do corpo e da mente.
A paixão do vermelho... daquilo que nos motiva a dar o primeiro passo.
O mais sublime amor do lilás ou do cor-de-rosa... da transcendência.
O doce de um beijo... de uma palavra... de um gesto.
O salgado das lágrimas de emoção... da água do mar.
O macio dos pés na grama... da areia da praia... daquele abraço.
O molhado de um mergulho no mar... no interior da alma na meditação.
O cheiro da chuva... de uma rosa... de alguém especial.
O alto som dos trovões...daquilo que grita dentro da mente.
Do silêncio dos lábios... dos corações.

Pintar, dar brilho, dar o foco, tornar mais leve e dar a cor que a vida merece.

E como diz um trecho da letra da música Drive do Incubus...
"O que quer que o amanhã traga, estarei lá, de braços e olhos abertos".


sábado, 2 de dezembro de 2017

Sabedoria...

Já faz algumas semanas que sinto algo curioso...

Certos sons têm me chamado muito a atenção.
O som dos pássaros é o maior deles pra mim. 

É como se eu tivesse que parar de fazer o que quer que eu esteja fazendo apenas para ouví-los cantar. Quando estou dirigindo ouvindo música, coisa que sempre faço, sinto que preciso pausar o som do carro por diversas vezes para prestar a atenção naquele canto que parece ter algo a mais por trás daquilo tudo, algo desconhecido, como uma presença.
Os pássaros estão lá o tempo todo...comunicando-se entre si com uma sinfonia magnífica que poucos de nós damos a devida atenção.
É curioso, pois não fui eu quem quis conscientemente ouvir os pássaros várias vezes ao dia, mas foi simplesmente um impulso, como se tivesse uma voz no ouvido dizendo "pare e escute", mas antes que me achem maluca, não escutei voz alguma.

Outros sons que também têm me chamado a atenção são os sons dos grilos e dos sapos a noite.




Todos animais.

É como se eu estivesse em sintonia com eles, pois além de ouvir seus sons, é como se eu também pudesse sentí-los. Sentir o que estão pensando naquele exato momento, o que estão experimentando fazer, sua comunicação com o outro companheiro naquele voo rápido, sua agitação em buscar alimento em mais um dia que está começando, ou aquietando o ninho no fim da tarde para a noite que em breve virá.

É muito curioso, pois nunca senti isso. 
É bom, é sublime, é singelo. Mas ao mesmo tempo intenso.

É, a conexão com animais nos torna seres mais humildes e empáticos.
Os animais não humanos são nossos irmãos aqui, respeitá-los é uma grandeza da alma, assim como devemos respeitar um homem.

Animais são seres que podem nos trazer um incondicional sentimento de amor e carinho, podem também nos trazer sabedoria, se os observarmos com mais atenção e cuidado.

Esses dias vi um bombo morto na garagem do meu prédio, outro bombo ficava parado ao lado fazendo barulhos, eu então fiquei observando...de repente este sobe em cima do morto e começa a pular em cima dele várias vezes, como se estivesse fazendo uma massagem cardíaca, mas sem sucesso. Tirando o fato de eu não gostar muito de pombos, aquela cena me surpreendeu e me comoveu pois foi como se eu pudesse sentir a aflição daquele pombo que tinha perdido seu companheiro. 
Há coisas no mundo animal que não são simplesmente um impulso do instinto.

Essa foto do post é minha com uma alpaca que encontrei em Machu Picchu, adoraria que ela não tivesse aquela etiqueta em uma das orelhas, como possuem todos os animais usados para consumo humano, mas poder dar instantes de atenção pra ela me fez bem, embora eu tenha sentido uma tristeza no seu olhar e também por eu saber seu fim, mas tive que respirar fundo e seguir em frente, tentando fazer a minha parte.

E assim como Machu Picchu era uma cidade de pedra em cima das montanhas onde os mais sábios do povoado Inca lá viviam, eu espero ter sempre muita sabedoria, cada vez mais.
Sabedoria em todos os sentidos, mas que a principal delas seja a sabedoria espiritual, pois ela nos leva até forças e boas energias desconhecidas, que assim como o canto dos pássaros, nos mostram aquilo que realmente deveríamos enxergar.

sábado, 28 de outubro de 2017

Nossa pequena borboleta...

O infinito e o mundo das sincronicidades... e essa foi incrível!
Mais uma vez me deparando com borboletas...

Nesta última quarta-feira, 25/10, pouco antes de eu abrir a porta do motorista do carro, vi que havia uma borboletinha em cima, na traseira do veículo.
Rapidamente tirei uma foto para registrar o momento, afinal não é todo dia que uma borboleta pousa no carro da gente.
Assim que tirei a foto ela voou rapidamente.

A minha...
No mesmo dia, ao contar isso para minha mãe, ela disse que o mesmo tinha ocorrido com ela naquele mesmo dia!
Uau!
Ela estava indo entrar no carro quando viu uma borboletinha pousada na porta do carro, e a coincidência maior... ela também tirou uma foto!
E ainda mais incrível, tudo ocorreu praticamente no mesmo horário naquele dia, talvez a minha tenha pousado um pouco antes.


Da minha mãe...

Observando bem as duas borboletas, parecem a mesma espécie, ambas são pretinhas com listras alaranjadas/amarelas na vertical e também na parte inferior da asa.
Que coincidência...eu diria na verdade ser uma incrível sincronia, sintonia, ou alguma mensagem que desconhecemos?

Ah os mistérios da Vida... tornam tudo ainda mais colorido e fascinante.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sangue e seus significados

Mais sonhos neste post.
Como é um tema novo dos meus sonhos, merece um post apenas para tal.


Nesta noite tive um sonho ruim comigo mesma.

No meu antebraço direito, na sua parte inferior, vi umas coisas estranhas por baixo da pele andando rápido, elas movimentavam-se como bolhas sendo expulsas de algum lugar, muito rápido, seu caminho ia na direção do meu punho direito.
Me assustei muito no sonho, gritando apavorada, afinal aquilo que eu via era surreal. Só existiria aquilo em filmes de ficção científica.
Essas "coisas" tinham uma forma ovalada e retangular ao mesmo tempo, não eram como as hemácias que estão na foto, acho que eram transparentes (mesmo estando embaixo da pele eu podia saber a cor pois estavam muito superficiais).
No início achei que pudessem ser alguns bichos, mas logo vi que me parecia mais ser algo do meu próprio corpo tentando ser expelido em alta velocidade, mas também me soou que aquilo tinha a vontade própria de fazer aquilo.
Eu estava desesperada sentindo tudo aquilo no meu próprio corpo, junto à alguns familiares meus, que também desesperados não entendiam o que estava ocorrendo.
Essas "coisinhas" corriam rápido em direção ao meu punho, aos poucos parecia que um furo se formava no meu punho na sua parte inferior, e de repente saiu para fora da pele uma bolsa grande de sangue, de mais ou menos uns 4 cm de diâmetro. Essa "bolsa" não tinha um formato definido, mas era como se o sangue estivesse coberto por uma bolha de sabão, apenas pela tensão superficial da água. Era puro sangue ali.
Foi horrível ver aquele sangue sair de mim.
Depois tentei colocar um dreno ou um cateter no meu braço para aquilo tudo sair pois aquelas coisinhas transparentes não deveriam estar ali, mas não lembro exatamente o que ocorreu e nem o que exatamente eu fiz.

Resolvi registrar este sonho aqui pois este ano tive outros sonhos em que eu via sangue dentro do meu corpo, acho que das minhas pernas, mas como não registrei não lembro, no outro o sangue saía dos meus dentes.

O que de fato significam eu não sei, mas vale o registro aqui no blog.

sábado, 2 de setembro de 2017

Alma infinita...

E como meu blog é sobre a vida, lá vem mais chá de vida!

É engraçado que ando pensando ainda mais na Vida justamente por pensar muito na morte.
Não de uma maneira pessimista, mas sim realista.

É refletindo sobre a morte que pensamos mais na vida.
É sabendo da impermanência da vida que pensamos na morte.



Perdi algumas pessoas neste ano, não foi fácil. 
Não sei o que há depois dessa vida, mas sinto que há outra vida após essa...outro mundo...outro planeta ou outra dimensão. 
E da mesma forma que acredito que nossa alma continue seu caminho de alguma outra forma, me parece meio óbvio que ela também veio de um trajeto anterior à este, afim de continuar seu caminho...

Mesmo diante disso, não é fácil saber que de uma hora para outra, determinada pessoa não está mais aqui neste mundo, ao menos não neste que vemos. Que ela não tem mais os 5 sentidos proporcionados pelo corpo físico... As belas paisagens que tocamos com os olhos, os aromas que saboreamos, os sabores que cheiramos, ou os lábios que com o olhar tocamos.
Não é fácil saber que aquele corpo que existia já não existe mais...pele, olhos, cabelos e até mesmo a voz.
É, a morte ainda me é muito estranha.
Parece fúnebre dizer isto que direi, mas é um sopro de vida... Tive um insight durante o velório de uma pessoa querida. Senti que a pessoa que eu conhecia já não estava mais ali naquele corpo, absolutamente nada dela ali estava. Um vazio. Foi como se aquele corpo fosse apenas um casulo abandonado pela borboleta.
Um casulo.
Uma "casca"...simplesmente a vestimenta que nossa verdadeira energia precisa pra viver aqui nas condições deste planeta. Como um mergulhador que precisa de todo um mecanismo tecnológico pra viver por momentos debaixo da água, ou o astronauta nas condições fora da Terra. 

Simplesmente uma vestimenta... que ao mesmo tempo é tudo! Pois sem essa incrível, complexa e avançada vestimenta, não vivemos aqui, com todos estes turbilhões de sentimentos e emoções causados pelos sentidos e também pela essência da alma.

E é aí que penso ainda mais na vida...

No viver intensamente cada segundo, amar sem medo, sem limites. Oras, a vida é curta não? 
Mas pra quem aproveita pode ser muito longa e intensa!

E mesmo que, em certos momentos, nosso corpo se encontre mais cansado ou com limitações, podemos ter a consciência de VIVER bons momentos, aproveitando os sentidos que temos (e até aqueles que não sabemos que temos), os sentimentos, as emoções... podemos transcender se sabemos em nosso íntimo a maneira de aproveitá-los na máxima intensidade.

A vida pode até ser curta, mas se for realmente muito bem vivida, pode ser tão eterna quanto o infinito.

Cada um têm uma maneira de descobrir em si a maneira de viver assim. Para mim acho que foi um conjunto de coisas... e ainda estou descobrindo.
Orar
Meditar
Conectar à boas energias
Boas leituras...
E talvez o mais importante...ouvir nosso coração, nossa intuição.

Quando estamos conectados à tudo isso, ao Universo, ao Cosmos, à Deus, ao Amor... sentimos coisas novas e enxergamos uma nova maneira de viver a vida.
O tempo é implacável, temos o poder da escolha, então temos que fazê-las com inteligência e alma.

Como escreveu minha mãe esses dias...
"Nada é por acaso, tudo tem um propósito, mas temos que estar de olhos bem abertos, coração pra sentir e inteligência para enxergar".

Talvez meditar seja a mais eficiente forma de conexão.

Lembro uma vez em que, à noite, eu meditava profundamente à luz de velas em um curso, podia ouvir apenas o som das corujas e de outros animais na mata, foi a meditação mais longa que já fiz, acho que de quase uma hora, eu estava tão conectada ao meu corpo que de repente senti e ouvi meu coração batendo, era como se eu estivesse em outra frequência. Lembro de ouvir as batidas fortes do meu próprio coração, parecia que ele vibrava e pulsava na minha cabeça. 
Foi uma experiência incrível, nunca mais a tive.
E lembrando deste dia, vejo que é muito bom meditar ao som do nosso coração, essa semana peguei um estetoscópio pra meditar e foi muito interessante, quero um esteto pra mim, se alguém tiver algum sobrando...rsrs...enquanto não tenho, tentarei daquela forma da meditação profunda mesmo.

Ouvir nosso próprio coração em meditação me fez perceber ainda mais o quanto é valioso estarmos vivos, com nosso coração pulsando e fazendo vibrar toda a energia da nossa alma infinita.

sábado, 5 de agosto de 2017

A Grande Orquestra

Talvez seja como uma orquestra...


No fim de semana passado, olhando o céu e as árvores pela varanda no meio da tarde e em um momento de orações, estava lá eu questionando a respeito de Deus, daquele ser superior desconhecido mas de existência inquestionável pela humanidade.

Nunca fui ateu assim como também nunca vi Deus da forma como todos ao meu lado diziam ver. Eu sempre enxergava com outros olhos...com a certeza da sua existência, mas com todas as dúvidas em relação à sua natureza e forma.
E não há porque negar tais dúvidas.

Foi então que naquela tarde tive uma sensação nova e um novo insight...

Agora imaginem uma sala de um teatro com aquela maravilhosa orquestra sobre o palco.
Sinto que Deus seja nada mais que o grande Maestro.

Não possui forma humana, nem apenas pensamento humano, mas é a força que gerencia o Cosmos, a energia que faz tudo aqui existir.
E pensar que mesmo no caos do Universo, no caos dos ventos transportando as nuvens, nas colisões das estrelas, existe uma ordem...uma harmonia.

É como se fôssemos todos integrantes de uma mesma orquestra.
Cada um com seu instrumento.
Da mesma forma que há aquele que toca violino, há aquele que entende de violoncelo, ou aquele que entende da flauta.
O músico que toca o violino não necessariamente toca flauta, mas a orquestra funciona bem se todos fazem bem feita cada um a sua parte.
Sem o maestro não é possível uma boa orquestra, pois é ele quem gerencia, quem conduz... E da mesma maneira essa orquestra não funcionará bem caso algum integrante falhe.
Todos pertencemos à uma mesma orquestra, à um mesmo Cosmos. Cada um deve fazer a sua parte da sua melhor forma, seguindo a condução do maestro através do Amor.

Este insight que tive apenas me fez sentir um pouco daquilo que seja Deus, fisicamente falando, uma força tão forte como a da gravidade, do magnetismo ou do amor.
E naquela tarde pude sentir...essa energia criadora do Cosmos, algo extremamente forte e potente, seu som é tão alto vibrando Universo à fora que transforma-se em silêncio. Sua presença física aqui é tão imensa entre nós, que não a enxergamos. Mas podemos sentir de alguma forma se buscarmos uma comunicação profunda com ela.

Uau...imaginem o dia em que "captarem" Deus assim como captaram cientificamente a força gravitacional...e o dia em que captarem a força do amor...ou talvez estas não sejam forças físicas convencionais captáveis. Deixa pra lá...

Não estou dizendo aqui que tudo o que ocorre de ruim ou de bom é a ação da energia de Deus, mas sim uma atitude do livre-arbítrio de cada ser do Cosmos, sejam elas atitudes boas ou ruins, de energias inferiores ou superiores.
Assim como também acredito que além de Deus, somos acompanhados por outras forças físicas e espirituais, de naturezas diferentes, das quais muitas delas não fazemos ideia. Por isso mesmo, sinto que muitos acontecimentos que colocam Deus como criador, na verdade poderiam ser devido à essas outras formas de energia, também criaturas de Deus. Parece um pouco confuso mas este é um fato que sempre me questiono.

Exatamente por isso temos que fazer o nosso melhor, e por mais duvidoso que seja uma certa situação na vida, não podemos deixar de tocar, não podemos deixar o instrumento desafinar ou perdermos o tom da música.
É claro que não estou falando em sermos perfeitos, muito longe disso. Erros existirão e temos que fazer deles um novo aprendizado, estamos vivendo para isso. Errando e acertando.
Errar faz parte da vida, e quando erramos o tom mas depois o ajustamos e tocamos com belas notas, a música da orquestra como um todo torna-se mais bela, o Maestro com certeza agradece.

O fato de pertencermos à essa Grande Orquestra que é o Cosmos, nos dá a oportunidade de sermos a melhor versão de nós mesmos, para que além de sermos um bom músico integrante, que sejamos todos juntos uma incrível e transcendente orquestra.

E como diz a frase que minha mãe escreveu no meu último cartão de aniversário, que por coincidência eu o reli ontem...
"Sempre tentando viver o melhor de tudo da melhor forma."

sábado, 22 de julho de 2017

Um bater de asas!

E em total sintonia com o último post aqui no blog...



Hoje me deparei com outra borboleta no chão, na minha frente exatamente no caminho que eu fazia dentro do clube. Ela estava na passagem das pessoas, poderia ser pisoteada.
Imediatamente coloquei o dedo nos seus pezinhos e então ela subiu na minha mão, sem voar, provavelmente ela estava machucada, assim como a que tirei da areia da praia.

Depois de tirar essa foto dela pra registrar o momento, sentei na mureta logo ao lado e tive uma sensação nova...de como se aquele momento fosse somente meu e dela, e de mais ninguém. (sim! tive uma sintonia com uma borboleta! rs)
Foi gostosa também a sensação dela abrindo e fechando as asas lentamente na minha mão... Ela caminhava pelos meus dedos, as vezes ficava paradinha ali, depois passava para a outra mão...até que eu consegui deixá-la junto com umas plantas em um local que ninguém passasse por cima dela. Parecia que ela não queria sair dos meus dedos.

O mais engraçado é que eu só encontrei com ela pois tive que voltar até o carro pegar algo que eu tinha esquecido.

Era só uma borboletinha linda, mas o sentimento que tive foi gostoso, foi bom e diferente.
E o maior bem que podemos ter nessa vida são nossas emoções e sentimentos.

Um brinde à todos eles!!
Gratidão

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A borboleta e areias de sentimentos...

No último verão, certo dia eu caminhava pela areia da praia quando me deparei com uma borboleta no chão, logo na minha frente.

Foto que tirei em um inesquecível nascer do sol.

Era grande, preta com vermelho e estava ali parada pousada sobre a areia.
Parei e resolvi tirá-la dali, afinal alguém poderia pisoteá-la, apesar da praia não estar tão cheia.

Coloquei meu dedo indicador na frente das suas "patinhas", ela então imediatamente subiu no meu dedo e foi aí que tive a maior de todas as surpresas daquele momento...
Enquanto eu ainda subia com ela do chão, uma onda passou em alta velocidade sob meus pés (minha mão ainda estava a poucos centímetros do chão)...foi tudo tão rápido que eu nem pude ver a onda vindo, ela simplesmente me pegou de surpresa e teria levado a bela borboleta caso eu não a tivesse tirado dali naquele exato momento. Ela provavelmente estava machucada pois não voou depois, deixei ela na sombra junto com algumas plantas pois o sol de verão estava forte.


E então vem minha reflexão de hoje...

A fragilidade da vida e ao mesmo tempo sua força. E mais ainda, da SINCRONIA de certas coisas, como o estar na hora certa no lugar certo, ou na hora errada no lugar errado.
Era apenas uma borboletinha, mas poderia ser outra vida, poderia ser um outro acontecimento.

Um segundo...
Um pequenino descuido...
Ou uma singela atenção... ATITUDES que fazem toda a diferença nessa vida. Atitudes que vão concretizando infinitas possibilidades de destinos possíveis.
O poder da escolha, do livre arbítrio...e ao mesmo tempo, por outro lado, de forças desconhecidas indicando um caminho ou uma direção.
Há aqueles que acham bobagem esse tipo de coisa, mas me parece que quanto mais você acredita em algo, mais esse algo torna-se real e acontece pra você.

E agora como saber se estamos em um caminho bom pra gente? Talvez a resposta esteja em nosso espírito...em sentir amor e paz, de maneira sincera consigo mesmo...meditando, orando...conectando-se ao nosso "saber absoluto" e ao Cosmos.

Temos que estar sempre atentos aos sinais, mais ainda aos sentimentos...eles são como anjos que nos guiam por um bom caminho. E assim, nos colocamos em caminhos seguros, diferentes daquele que a borboleta na areia "escolheu" estar. Ou talvez ela devesse mesmo, por algum motivo, estar ali.

Ahh essa vida me fascina cada dia mais...